“Você salva o mundo salvando uma pessoa de cada vez, todo o resto é um monte de romantismo exagerado e política.”
“Sonhos desmembrados em uma estreita rua fétida de alguma cidade qualquer, em alguma época sutil de esperanças fartas, frustradas. Grande aglomeração de seres inacabados pela obra do destino criador; vazios, repletos. Inexistentes. Observemos as poucas estrelas em nossa própria escuridão celeste. Elas vivem, extinguindo-se vagarosamente. Não olhai para o véu infernal que cobre-lhe a mente, mórbido e lúgubre, enegrecido por sua própria essência devastadora. Tal qual aquelas lhe aconselham, acariciam, apunhalam-te. Delicadas mãos que banham-se em teu pranto e que posteriormente fazem-no cessar; banhar-se-hão em líquido crucial a tua existência e haverão de perfurar-lhe o crânio, esgotar-lhe a alma. Pois é este o objetivo indevido, do qual necessito e também a ti, que implora-me a integridade da mente e do ser. Feitios intangíveis, entretanto.
Vejo-me liberto de tais afazeres maquiavélicos para com a minha própria, ainda que tenha conhecimento do quanto afogo-me em fendas ermas. Embriago-me de ignorância, reconcilio a alma. Exaustivas pelejas exauriram-me o ser, o ser. E já não o sou nada. Alma branca somente, andarilha por caminhos tortuosos e equivocados. Desejosa de tempos pacíficos, equívocos.”